Nossa Bandeira Deve Ser Educar

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Nossa Bandeira Deve Ser Educar

Mensagem  Sandro em Qui Jan 20, 2011 2:41 pm

Vivemos num país em crise, que para ludribiar a população, tenta se erguer politicamente, com a ousada sustentação de projetos fictícios, que muitas vezes, não saem nem do papel. Por que será que o tráfico domina as favelas? Será que por uma simples delinqüência social e marginalizada, ou será que os nossos modelos propostos de combate às drogas e à violência, visam exclusivamente a publicidade e à promoção política nacional, com base numa sociedade altamente fragilizada?

O Ministério da Justiça revela que pelo menos sete jovens entre 18 e 29 anos ingressam nas penitenciárias brasileiras a cada hora. O ritmo de entrada de jovens no sistema prisional (68.400/ano) é 58% superior ao de saída (43.200 jovens/ano). Isso calculadamente significa que 187 jovens entram a cada dia nas prisões, contra 118 que deixam as unidades. Atualmente, 26% dos detentos no sistema carcerário brasileiro são jovens. A maioria desses jovens vive em favelas. Lá, nascem, crescem, e se desenvolvem, capacitando-se no mundo do crime desequilibradamente. Pesquisas institucionais indicam que nas grandes metrópoles brasileiras, 15 a 20% das pessoas moram em favelas (chegando a mais de 40% em algumas cidades, como Recife). Os dados mostram também que, se forem considerados não apenas as favelas, mas todos os cortiços e os loteamentos clandestinos, cerca de 40% a 50% da população vivem nestas precárias condições.

E ainda complementamos, além da miséria e das péssimas condições de moradia, a maioria dos jovens brasileiros são submetidos à violência urbana num grau que pode ser comparado à de uma guerra civil. Nesse sentido, um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) calcula que o número de vigilantes privados no Brasil (a maioria em situação irregular) é 3,5 vezes maior que o contingente das forças armadas nacionais. No entanto, as medidas repressivas não resolvem o problema. O Brasil contabiliza cerca de 30 homicídios para cada 100 mil habitantes, enquanto a média mundial é 5. Mas, afinal, o que tem feito os nossos governantes para resolver esta situação?

É muito fácil falar de política nos palanques, atingindo a população em suas carências e necessidades emergenciais. Mas não se fazem promessas para políticos, e sim, para o povo. É ele quem trabalha por míseros reais (ou que às vezes nem trabalha), mas precisa sobreviver, levando em conta, à saúde, a moradia, a educação, e a erradicação da fome, dentre outros “direitos” que lhe deveriam ser oferecidos. Quais seriam as promessas, se todos esses problemas fossem resolvidos no Brasil? Nossa política, ou seja, nosso “Projeto de Ambição Partidária”, não mais existiria. Será que é isso que eles querem?

A violência urbana é conseqüência natural de uma sociedade na qual 2/3 da população economicamente ativa está tecnicamente desempregada e quase sem perspectivas futuras. É no desemprego e no desamparo social, que está a origem da violência. É pura ilusão esperarmos que uma sociedade que não é sequer capaz de possibilitar que cada um produza dignamente a sua vida por meio do seu próprio trabalho, consiga estabelecer padrões de controle à violência. É preciso avaliar a qualidade de vida de quem vive sem trabalho, ou mesmo, de quem trabalha e não consegue ter uma vida digna. Mas acredito que além de trabalho, o cidadão precisa ter a satisfação, e sentir-se parte de um sistema que o valoriza acima de tudo. As palavras-chaves para mim, ainda são igualdade, justa distribuição de renda, e principalmente, sentimento de amor, que resista ao individualismo e busque realmente o melhor para todos, eliminando as diferenças.
Milhões de reais são empregados na construção de mais presídios, na contratação de mais agentes penitenciários, de mais seguranças privados, que serão sempre insuficientes para atender o número crescente de trabalhadores desperdiçados pelos altos níveis de desemprego. A absoluta irracionalidade do capital é expressado numa sucessão de desperdícios de trabalhadores, de dinheiro público e de recursos naturais...

Ao invés disso, por que não se investe em uma educação pautada em alicerces de humanidade, conscientização, cooperativismo e espiritualidade? Antes mesmo de sermos indivíduos em sociedade, precisamos compreender que somos cidadãos planetários...

Pensemos nisso!


(Sandro Nadine)

Sandro
Convidado


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